Cacaufreire’s Weblog

YouTube Tricks

Outubro 28, 2009 · Deixe um comentário

Substitua a palavra whatch do endereço dos vídeos do YouTube por “warp.swf“. Vai ficar algo do tipo…bem maruco!!!

http://www.youtube.com/watch?v=wD1koGibW4E

http://www.youtube.com/warp.swf?v=wD1koGibW4E

Vc gostou?

Fonte: http://www.dormiu.com.br/ Gracias ao Pablo Carranza
Gracias MI! OUTRAR-SE

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Biopolítica em Foucault e a Constituição do Campo Político em Spinoza

Outubro 16, 2009 · Deixe um comentário

O estudo sobre a biopolítica realizado em Foucault (2008, p. 28) começa por meio de uma metodologia que se poderia denominar de Genealogia da Forma de Governar ao analisar as influências do mercantilismo no que ele denomina por razão de Estado durante os séculos XVI e XVIII.

“O que é governar? Governar segundo o princípio da razão de Estado é fazer que o Estado possa se tornar sólido e permanente, que possa se tornar rico, que possa se tornar forte diante de tudo o que pode destruí-lo”. (FOUCAULT, 2008, p. 6).

Pensando dessa maneira o autor chega às característica de especificidade e pluralidade do Estado, afirmando o não lugar do estado nas configurações de classe, mais adequado a uma realidade específica e descontínua que não estaria atrelada às formas constituídas de poder como igreja ou o governo do rei, mas como um lugar independente, um campo político que é plural.

Ao mencionar essa configuração do Estado, o autor coloca a definição do mesmo atrelada às relações que o constróem. Algo bem parecido com a constituição do campo política em Spinoza (1996). O governo da Multitudo se faz a partir de acordos, e o Imperium se constitui a partir não de um governo estabelecido, mas muito mais de um movimento de ação em comum, independente do regime político estabelecido.

Os homens operam constituindo um indivíduo coletivo ou complexo, a multitudo, e instituem o imperium ou (…) “o corpo e a mente do poder” (totis imperii corpus et mens) dotado de toda potência que seus agentes lhe derem: o imperium é o direito natural comum ou coletivo cuja ação é o ânimo e a mente da massa. Ao ser instituído como poder soberano, esse direito coletivo implica simultaneamente um processo de distribuição de poderes, determinando as duas formas universais do campo político e as formas particulares dos regimes políticos.” ( CHAUÍ, 2003, p. 167).

Foucault vai falar do mercantilismo ou do liberalismo pois eles abriram espaços dentro das configurações históricas das formas de governo do Estado para um domínio econômico e de leis da economia sobrepujantes ao do governo propriamente dito.

A emergência de uma economia política sob a fachada de um “governo frugal” vem das relações dos atores, da sua maneira de se comportar e viver em relações complexas e entrelaçadas com os processos econômicos.

Fontes:

FOUCAULT, Michel. Nascimento da biopolítica: curso dado no Collège de France (1978 – 1979). Tradução: Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 2008.
CHAUÍ, Marilena. Política em espinoza. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
SPINOZA, Baruch de. Tratado político. Tradução Manuel Castro. São Paulo: Nova Cultural, 1996.

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Critérios de Reputação em Coletivos Digitais

Junho 28, 2009 · Deixe um comentário

Olás,

Minha dissertação de mestrado para quem quiser dar uma olhada.

Título: Critérios de Reputação em Coletivos Digitais. (A parte teórica ficou, a meu ver, vale à pena ser lida!)

Ano de defesa: Maio/2009 – ECA/USP

Link: http://www.sendspace.com/file/uswg0g

jokas, jokas! ;)

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INTERNET GENERATIONS EXPLAINED

Junho 28, 2009 · Deixe um comentário

INTERNET GENERATIONS EXPLAINED
Generation Name Bith Years, Ages in 2009 % of Total Adult Population % of Internet-using Population
DIGITAL NATIVES Born 1991-2000, Ages Máx. 17 0% (?)
GENERATION Y (Millenials) Born 1977-1990, Ages 18-32 26% 30%
GENERATION X Born 1965-1976, Ages 33-44 20% 23%
YOUNG BOOMERS Born 1955-1964, Ages 45-54 20% 22%
OLDER BOOMERS Born 1946-1954, Ages 64-72 13% 13%
SILENT GENERATION Born 1937-1945, Ages 64-72 9% 7%
G.I. GENERATION Born – 1936 9% 4%
Fonte: JONES, Sidney; FOX, Susan. Generations Online in 2009. Pew/Internet & American Life Project. Washington, DC: 2008.
Disponível em: http://www.pewinternet.org/PPF/r/275/report_display.asp. Acesso em: 28 fev. 2009.

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O Conceito de Trabalho Imaterial – Hardt & Negri – Multidão- (2005)

Fevereiro 24, 2009 · 2 Comentários

HARDT, Michael; NEGRI, Antônio. Multidão: guerra e democracia na era do imperio. Tradução: Clóvis Marques. Rio de Janeiro: Record, 2005.

“A cena contemporânea do trabalho e da produção, como explicaremos, está sendo transformada sob a hegemonia do trabalho imaterial, ou seja, trabalho que produz produtos imateriais, como a informação, o conhecimento, idéias, imagens, relacionamentos e afetos. Isto não significa que não exista mais uma classe operária industrial trabalhando em máquinas com suas mãos calejadas ou que não existam mais trabalhadores agrícolas cultivando o solo. Não quer dizer nem mesmo que tenha diminuído em caráter global a quantidade desses trabalhadores. Na realidade, os trabalhadores envolvidos basicamente na produção imaterial constituem uma pequena minoria do conjunto global. O que isto significa, na verdade, é que as qualidades e as características da produção imaterial tendem hoje a tranformar as outras formas de trabalho e mesmo a sociedade como um todo. Algumas dessas novas características decididamente não são bem-vindas. Quando nossas idéias e nossos afetos, nossas emoções, são postos para trabalhar, por exemplo, sujeitando-se assim, de uma nova maneira, às ordens do patrão, frequentemente vivenciamos novas e intensas formas de violação ou alienação. Além disso, as condições contratuais e materiais do trabalho imaterial que tendem a se disseminar por todo o mercado de trabalho vêm tornando mais precária a posição do trabalho de maneira geral. Existe por exemplo a tendência, em várias forma de trabalho imaterial, para o obscurecimento da distinção entre horários de trabalho e de não trabalhar, estendendo o dia de trabalho indefinidamente até ocupar toda a vida, e uma outra tendência para o funcionamento do trabalho imaterial sem contratos estáveis de longo prazo, assumindo com isto a posição precária de se tornar flexível (realizar várias tarefas) e móvel (estar constantemente mudando de lugar). Certas características do trabalho imaterial, que tendem a transformar outras formas de trabalho, apresentam um enome potencial para a transformação social positiva. (Paradoxalmente, essas característica positivas são o lado dinâmico das consquências negativas). Em primeiro lugar, o trabalho imaterial tende a sair do mundo limitado do terreno estritamente econômico, envolvendo-se na produção e na reprodução geral da sociedade como um todo. A produção de idéias, conhecimentos e afetos, por exemplo, não cria apenas meis através dos quais a sociedade é formada e sustentada; esse trabalho imaterial também produz diretamente relações sociais. O trabalho imaterial é biopolítico na media em que se orienta para a criação de formas de vida social; já não tende, portanto, a limitar-se ao econômico, tornando-se também imediatamente uma força social, cultural e política. Em última análise, em termos filosóficos, a produção envolvida aqui é a produção de subjetividade, a criação e a reprodução de novas subjetividades na sociedade. Quem somos, como encaramos o mundo, como interagimos uns com os outros: tudo isto é criado através dessa produção biopolítica e social. Em segundo lugar, o trabalho imateiral tende a assumir a forma social de redes baseada na comunicação, na colaboração e nas relações afetivas. O trabalho imaterial só pode ser realizado em comum, e está cada vez mais inventando novas redes independentes de cooperação através das quais produzir. Se sua capacidade de investir e transformar todos os aspectos da sociedade e sua forma em redes colaborativas são duas características extraordinariamente poderosas que o trabalho imaterial vem disseminando para outras formas de trabalho. Essas características podem servir como um esboço preliminar da composição social da multidão que hoje anima os movimentos de resistência ao estado global permanente de guerra.” (HARDT; NEGRI, 2005, p. 100-101).

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From Knowledgable to Knowledge-able

Fevereiro 15, 2009 · Deixe um comentário

Podcast do Prof. Michael Wesch, professor de Antropologia Cultural da Universidade do Kansas – EUA.

Desde 2001, Wesch desenvolve um trabalho de digital ethnography por meio da observação e de exercício de observação a partir dos próprios estudantes universitários acerca das mudanças na ação de aprender; envolvendo questões de autoridade e implicações da midiáticas na cultura e na aprendizagem, bem como nas habilidades de aprender dos alunos a partir de uma autonomia para discutir, lidar, criar conexões, novas formas de compartilhar e aplicar informações disponíveis por parte dos digital natives .

Site do projeto que o professor orienta

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La médiation et les dispositifs

Fevereiro 2, 2009 · Deixe um comentário

MERZEAU, Louise. Pensér la médiation. In: SPOIDEN, Stéphane. Régis Debray et la médiologie. Amsterdan/New York: Éditions Rodopi, 2007.

” La démarche médiologique est une pratique de l’enjambement. Étude de l’environnementm de l’intermédiation et de la transmission, elle récuse la coupure entre matière et esprit, pour insister sur l’irréductibilité des entre-deux. Elle rejoint en ce sens toute une penssée de la relation, que va de la sociologie des sciences à l’anthropologie cognitive en passant par les sciences de la communication. (…) Le sujet n’est plus le siège exclusif de l’action, mais un acteur qui partage ses attibuts avec des objets, des outils, des programmes.”

“L’individualisation de l’espace public – passage de la masse à un hyper-sujet – et le double impératif de normalisation et de personnalisation de l’information remettent en question la fonction même de médiation. “

” Se démarquant des approches instrumentales, où le medium est considéré comme ce qui s’interpose entre les sujets, il cherche à dégager les effets d’une causalité circulaire entre dispositifs et dispositions. (…) C’est sous cet angle que le travail de médiation se donne à voir pour ce qu’il est: un processus initerrompu de maintance, où l’évolution technique se négocie comme équilibre de gains et de pertes, également structurants pour la communauté.”

“Elle incite à créditer tantôt les acteurs, tantôt les dispositifs, d’une efficacité horizontale qui s’exercerait au coup para coup, dans le temps court de la communication. Or les médiations dispositives impliquent bien d’autres procédures, à lá fois matérielles et culturelles, dans le temps long de la trasmission. Pour l’apprécier, encore faut-il s’efforcer de circonscrire cette fonction – médio. Si elle n’est pas réductible au transport ou à la traduction d’une information, elle n’est en effet pas pour autant applicable à tout artefact social ou technique.”

“Pour qu’un support, un organisme ou une machine puissent être considérés pleinement comme des médiations, il ne suffit pas qu’ils aient un impact social ou une utilité d’identifier comme des fonctions d’inscription, d’organisation, de régulation et d’anticipation.”

” Plus qu’un système de signes, une médiation est un système de traces, qui informent l’espace et le temps avant d’articuler un sens. Les discours ne sont eux-mêmes opérants que par cette mise en ouvre d’objets disposés selon un arrangement efficace. (…) Dans tous ces dispositifs, le collectif se structure et prend corps sutor d’une certaine régularité territoriale et calendaire, inscrite dans des traces matérielles: asphalte, arche, autel, terrain de jeu, salle de classe…”

” Gestion des parcours et des priorités, distirbution des privilèges et des interdits, affectation des rôles et des hiérarchies: l’économie des traces est aussi une économie des statuts et des valeurs. (…) C’est que toute véritable médiation est en même temps technique et institutionnelle. (…) Reforçant l’autorité de leur émetteur, ou disqualifiant un parti opposé, les inscription entrent donc dans un jeu d’alliances et d’adversités qui confère à toute médiation une dimension potentiellement polémique.”

“Parce qu’ils affectent la cohésion du collectif, les corps conducteurs ne font pas seulement passer des informations: ils ont aussi un rôle de régulation, par où l’équilibre sociotechnique se renégocie en permanence. C’est cette fonction d’arbitrage que le recours à la notion de médiatisation tend trop souvent à dissimuler, en focalisant l’attention sur la seule puissance de diffusion.”

“Parce qu’ils transcendent les contigences individuelles d’énonciation, suppports et instituitions apportent au jeu des oppositions la garantie d’un cadre, d’une permanence et d’une règle où s’exercer. (…) Les dispositifs peuvent de fait Être interprétés comme les agents indispensables à la production de familiarité, de vraisemblance et d’unité propes à (ré)enchanter le monde qui nous entoure. (…) La régulation consiste alors en un accommodement réciproque de la conscience avec ses outils, où le rapport à l’autre trouve sa condition de possibilité. C’est par cet art de faire avec que l’espace médiationnel permet d’équilibrer tactiques et stratégies, arbitrages institutionnels et branconnages inventifs. Si les médiations servent à ces ajustements, elles ne s’épuisent pas dans le présent d’un bricolage environnemental.”

“(…) écrire, c’est toujours raturer, parce que la sélection des items à retenir appelle elle-même une technique d’effacement ou de recouvrement des traces.”

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Things and Words

Novembro 19, 2008 · Deixe um comentário

“Things are like words. They have meaning, but that meaning isn’t singlevoiced and exclusive. Even so, we almost always undestand words and things well. We rarely run into a word that genuinely stumps us, and we rarely encounter things that we stare blanky, saying: ‘What the heck is that? Is it a car part or something I can eat?’ It happens, but it’s rare. Nor do we ever run into a word or thing that we insist can mean only one thing. (…) Things and words do not have meanings apart from us.” [página 182-183].

WEINBERGER, David. The morality of links. TUROW, Joseph;LOKMAN, Tsui. (Ed.) The hyperlinked society:questioning connections in the digital age. An Arbor: The Universty of Michigan Press, 2008.

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Wishing well…

Novembro 5, 2008 · Deixe um comentário

A beleza do conceito de rizoma e da metáfora rizomática de Gilles Deleuze e Félix Guattarri, traduzidos e publicados no Brasil em 1980, está em suas linhas de fuga, na heterogeneidade, na multiplicidade e em possibilidade de conexões.

” Um rizoma não começa nem conclui, ele se encontra sempre no meio, entre as coisas, inter-ser, intermezzo. A árvore é filiação, mas o rizoma é aliança, unicamente aliança. A árvore impõe o verbo “ser”, mas o rizoma tem como tecido a conjunção ‘e…e…e…’ ” [página 37].

“Todas as multiplicidades são planas, uma vez que elas preenchem, ocupam todas as suas dimensões: falar-se-á então de um plano de consistência das multiplicidades, se bem que este “plano” seja de dimensões crescentes segundo o número de conexões que se estabelecem nele. As multiplicidades se definem pelo fora: pela linha abstrata, linha de fuga ou de desterritorialização segundo a qual elas mudam de natureza ao se conectarem às outras (…)” [página 17].

“A linha de fuga marca, ao mesmo tempo: a realidade de um número de dimensões finitas que a multiplicidade preenche efetivamente; a impossibilidade de toda dimensão suplementar, sem que a multiplicidade se transforme segundo esta linha; a possiblidade e a necessidade de achatar todas estas multiplicidades sobre um mesmo plano de consistência ou de exterioridade, sejam quais forem suas dimensões”. [página 17]

DELEUZE, Gilles; GATTARI, Félix. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Tradução. Aurélio Guerra Neto e Celia Pinto Costa. São Paulo: Ed. 34, 1995. v. 1. (Coleção TRANS).

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Luther Blisset

Outubro 23, 2008 · Deixe um comentário

In 1994, hundreds of European artists, activists and pranksters adopted and shared the same identity.
They all called themselves Luther Blissett and set to raising hell in the cultural industry. It was a five year plan. They worked together to tell the world a great story, create a legend, give birth to a new kind of folk hero. In January 2000, some of them regrouped as Wu Ming.
The latter project, albeit more focused on literature and storytelling in the narrowest sense of the word, is no less radical than the old one.

Fonte:http://www.lutherblissett.net/

Em meados dos anos 90, activistas autonomistas italianos usaram o nome de Luther Blisset e forjaram um pseudónimo colectivo (usado por activistas de vários continentes) para realizar determinadas ações no quadro da guerrilha mediática.

Este estranho colectivo produziu um conjunto de acções que enganou os media institucionais, criando uma série de eventos (factóides) que os media passaram a atribuir a um misterioso Luther Blisset.
“Na Itália, no período 1994-1999, o chamado Luther Blissett Project (network mais organizado no seio da comunidade aberta que utiliza o pseudónimo) adquire notoriedade torna-se uma lenda, uma espécie de herói popular, um Robin Hood da era da informação que organiza enganos, passa notícias falsas aos media, coordena heterodoxas campanhas de solidariedade a vítimas da repressão, etc. O romance Q é redigido em 1996-98 por quatro membros do grupo bolonhês do LBP (Luther Blissett Project), sendo publicado pela editora Einaudi, em Março de 1999. Nos anos seguintes, é traduzido para o inglês, espanhol, alemão, holandês, francês, português, dinamarquês e grego”, como se pode ler na Wikipedia, versão portuguesa.

Mas vamos então por partes: guerrilha mediática? Acções? E claro, Luther Blisset?
A guerrilha mediática é só um momento da comunicação guerrilha, que por sua vez é uma parte da mais extensa guerrilha cultural para a conquista da hegemonia, é, pelo menos, o que garante o livro “Guerrilha Psíquica” de Luther Blisset.

Esta guerrilha de “novo tipo” não é uma alternativa. Esta praxis baseia-se no pressuposto que é possível agir dentro do sistema mediático subvertendo as suas intenções e aproveitando as suas taras sensacionalistas. A “guerrilha mediática” não pretende revelar a “verdade verdadeira” que os media oficiais nos escondem. A prática eficaz destas acções subversivas exige o abandono da teoria da conspiração e do big brother. Toda a gente sabe que os media oficiais mentem! Toda o mundo conhece as razões objectivas e subjectivas que produzem esta mentira. Mais do que denunciar a mentira, a guerrilha mediática pretende tornar a mentira ridícula. Abandonar toda a recriminação e adoptar uma prática lúdica que mande um retrovírus para o sistema.

A guerrilha pretende demonstrar, à saciedade e à sociedade, as taras e os traumas dos medias institucionais, o guerrilheiro coloca-se na posição do judoca que usa a força do adversário para o projectar.

Aqui ficam alguns dos relatos das ações:
No Verão de 1994, os jornais de Bolonha começam a ser inundados por muitas cartas de leitores chocados por encontrarem nas ruas entranhas de animais.
Várias pessoas testemunham que um jovem entra em convulsões e retira das calças um intestino (de carneiro) em sangue. Os acontecimentos sucedem-se e os jornais começam a falar do estranho fenómeno do “horrorismo”, psicólogos, sociólogos, comentadores habituais são chamados aos media, e escrevem e peroroam sobre o assunto. Em carta mandada aos jornais um tal de Luther Blisset denuncia: o “horrorismo” nunca existiu, tudo não passou de um pequeno conjunto de acções feitas pelo próprio.

Fonte: http://5dias.net/2006/09/22/o-guerilheiro-luther-blisset/

Mais: http://www.wumingfoundation.com/

Gostaria aqui de fazer uma indicação de leitura em escrita coletiva – da Karla Brunet : Apropriações tecnológicas, emergência de textos, idéias e imagens do submidialogia # 3.

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