Cacaufreire’s Weblog

GOFFMAN, Erving. (

Maio 1, 2008 · No Comments

GOFFMAN, Erving. (1985) As representações do eu na vida cotidiana. Tradução: Maria Célia Santos Raposo. 11ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes.

O Autor:

Período em que viveu:

1922-1982 (Morreu de câncer)

Carreira Acadêmica: Sociólogo, formado pela University of Toronto, B.A., 1945; University of Chicago, M.A., 1949, Ph.D., 1953. Memberships: American Sociological Association (president, 1981-82).

Obras:

The Presentation of Self in Everyday Life (monograph), University of Edinburgh Social Sciences Research Centre, 1956, revised and expanded edition, Anchor Books, 1959.

Encounters: Two Studies in the Sociology of Interaction, Bobbs-Merrill, 1961.

Asylums: Essays on the Social Situation of Mental Patients and Other Inmates, Anchor Books, 1961, Doubleday (New York City), 1990.

Stigma: Notes on the Management of Spoiled Identity, Prentice-Hall, 1963.

Behavior in Public Places: Notes on the Social Organization of Gatherings, Free Press of Glencoe, 1963.

Interaction Ritual: Essays on Face-to-Face Behavior, Doubleday, 1967.

Strategic Interaction, University of Pennsylvania Press, 1969.

Relations in Public: Micro-Studies of the Public Order, Basic Books, 1971.

Frame Analysis: Essays on the Organization of Experience, Harper, 1974.

Gender Advertisements, Harper, 1979.

Forms of Talk, University of Pennsylvania Press, 1981.

Artigos também em periódicos internacionais: Psychiatry and the American Journal of Sociology .

Temas de Trabalho: conhecido por estudar o fenômeno da interação presencial, as atitudes, comportamentos, maneira assumidas por atores ao estar diante de um público ou grupo de pessoas. Interação, representações de papéis.

Introdução:

“Resumindo, então, acho que, quando um indivíduo se apresenta diante de outros, terá muitos motivos para procurar controlar a impressão que estes recebem da situação. Este trabalho trata de algumas técnicas comuns que as pessoas empregam para manter tais impressões, bem como de algumas das contingências habituais associadas a seu emprego. Não discutiremos o conteúdo específico de qualquer atividade apresentada pelo indivíduo participante, ou o papel por ele desempenhado nas atividades interdependentes de um sistema social. Somente me ocuparei dos problemas dramatúrgicos do participante ao representar a atividade perante os outros. As questões que envolvem a montagem e a direção da peça são às vezes triviais, mas muito gerais. Parecem ocorrer em todo lugar na vida social, oferecendo uma dimensão definida para a análise sociológica formal”.(23)

“Para o objetivo deste trabalho, a interação (isto é, interação face a face) pode ser definida, em linhas gerais, como a influência recíproca dos indivíduos sobre as ações uns dos outros, quando em presença física imediata. Uma interação pode ser definida como toda interação que ocorre em qualquer ocasião, quando, num conjunto de indivíduos, uns se encontram na presença imediata de outros. O termo ‘encontro’ também seria apropriado. Um ‘desempenho’ pode ser definido como toda atividade de um determinado participante, em dada ocasião, que sirva para influenciar, de algum modo, qualquer um dos outros participantes. Tomando um participante particular e seu desempenho como um ponto de referência básico, podemos(23) (24) chamar aqueles que contribuem com os outros desempenhos de platéia observadores ou co-participantes. O padrão de ação pre-estabelecido que se desenvolve durante a representação, e que pode ser apresentado ou executado em outras ocasiões, pode ser chamado de um ‘movimento’ ou ‘prática’. * (…) Quando um indivíduo ou ator desempenha o mesmo movimento para o mesmo público em diferentes ocasiões há probabilidade de surgir um relacionamento social. Definindo papel social como a promulgação de direitos e deveres ligados a uma determinada situação social, podemos dizer que um papel social envolverá um ou mais movimentos, e que cada um destes pode ser representado pelo ator numa série de oportunidades para o mesmo tipo de público ou para um público formado pelas mesmas pessoas.” (24)

Nesta indrodução podemos observar que o conceito de influência em Erving Goffman bate com o de influência em Gabriel Tarde, somente o conceito de influência mediada na definição de público de Tarde é que pode diferir um pouco. A influência também se relaciona com o conceito de poder em Rheingold ( movimento de uma multidão de pequenos grupos) e em Foucault quando este menciona que toda relação é uma relação de poder. A questão do ator e suas representações bate com a definição de atores em rede de Bruno Latour e da diferença de perfis em Turkle.

* Referência do autor John von Neumann e Oskar Morgenstern, The Theory of Games and Economic Behavior (2ª ed. Princeton University Press, 1947) para comentários sobre a importância de distinguir entre uma rotina de interação e qualquer caso particular em que esta rotina é executada.

Representações: Capítulo 1

Inicia seu estudo a partir da crença do indivíduo na representação de seu papel aos outros da sociedade, “crença na impressão de realidade que tenta dar àqueles entre os quais se encontra”. (25) O autor denominas estes de “sinceros” (os que acreditam na impressão criada por sua representação).(26)

Por outro lado, aqueles que não acreditam no papel que representam ou o representam com outros objetivos o autor os denomina “cínicos” (quando o indivíduo não crê em sua própria atuação e não se interessa em última análise pelo que seu público acredita).(25) Interesse pessoal, lucro privado, engana pelo próprio bem do público (médicos que receitam medicamentos inócuos para tranquilizar doentes, em funções de serviços profissionais, às vezes o público não permite a sinceridade do ator.

Comentário de Cacau sobre o Livro:

A obra Representação do Eu na vida cotidiana é um livro teórico, baseado em exemplos que o autor fornece, exemplos de literatura etc. Não é um livro que traz consigo dados teóricos de um investigação científica. Os dados são de outras teorias tais como a teoria dos jogos,

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all around the world the moutains is still tremble…

Abril 27, 2008 · No Comments

Open up the doors and let the music play
Let the streets resound with singing
Songs that bring your hope
Songs that bring your joy
Dancers who dance upon injustice.

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Walk on

Abril 21, 2008 · No Comments

And love is not the easy thing
Is the only baggage that you can bring
Love is not the easy thing
The only baggage you can bring
Is all that you can’t leave behind

And if the darkness is to keep us apart
And if the daylight feels like it’s a long way off
And if your glass heart should crack
And for a second you turn back
Oh no, be strong

Walk on, walk on
What you got, they can’t steal it
No, they can’t even feel it
Walk on, walk on
Stay safe tonight

You’re packing a suitcase for a place
None of us has been
A place that has to be believed to be seen
You could have flown away
A singing bird in an open cage
Who will only fly, only fly for freedom

Walk on, walk on
What you got, they can’t deny it
Can’t sell it, or buy it
Walk on, walk on
You stay safe tonight

And I know it aches
How your heart it breaks
You can only take so much

Walk on, walk on

Home
Hard to know what it is
If you never had one
Home
I can’t say where it is
But I know I’m going
Home
That’s where the hurt is

And I know it aches
And your heart, it breaks
And you can only take so much

Walk on

Leave it behind
You’ve got to leave it behind
All that you fashion
All that you make
All that you build
All that you break
All that you measure
All that you feel
All this you can leave behind
All that you reason, it’s only time
And I’ll never fill up all I find
All that you sense
All that you scheme
All you dress-up
All that you’ve seen
All you create
All that you wreck
All that you hate

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The road to hell

Abril 9, 2008 · No Comments

Stephen King

“The road to hell is paved with adverbs.”

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Grammar of the Multitude

Março 25, 2008 · No Comments

A Grammar of the Multitude

For an Analysis of Contemporary Forms of Life
by Paulo Virno - 2004

” Unfortunately, few people will realize that the multitude isn’t just a philosophical concept lifted from Spinoza — the democracy of the multitude — that it has a history under another name, and has been the object of vibrant collective experiments.”(12)
 
In the post-Ford era, human communication has become the basis of productive cooperation in general.(13)

“The margins at the center” - through its active participation in socialized knowledge. (…)The global multitude is hybrid, fluid, mutant, deterritorialized just like immaterial workers of the portmodern world, and yet, in mysterious ways, it is supposed to encompass the world poor which replaced the working-class at the bottom of the ladder”.(14)

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Student’s Vibe - University of Sao Paulo - Campus

Fevereiro 27, 2008 · No Comments

amazondrmtee.jpg

Nowadays, what’s happening in Brazil? What’s happening on Campus?

Whata Vibe! At University of Sao Paulo - Brazil. The crowd is plenty of young hope, and new minds for interesting themes…let them teach us!

Don’t restrict them! That’s gone be the power of the youngs!

<a href=”http://technorati.com/claim/mzynqny4m” rel=”me”>Technorati Profile</a>

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Bruno Latour em Redes Sociais

Fevereiro 23, 2008 · No Comments

The Spirit of Social Networks

Some day…a idéia de redes sociais em Bruno Latour (2007) vem de Gabriel Tarde (1889) e explica a conectividade da ação humana através de sua potencial e infinita capacidade de influenciar, em grande escala, a realidade social a partir de um único movimento singular.

 

 

“Everything, including what is now diffused among all cultured minds and taught even in the primary school, began as the secret of some single mind, whence a little flame, faint and flickering, sent forth its rays, at first only within a narrow compass, and even there encoutering many obstructions, but growing brighter as it spread further, it at length became a brilliant illumination. Now, if it seems plainly evident that science was thus constructed, it is no less true that the constuction of every dogma, legal code, government, or economic régime was effected in the same same maner (…)” (Latour, 2007:15).

 

 

Latour, redefine as redes sociais como movimentos, espaços e preenchimentos que podem ser emergentes ou provocados, que se manifestam desde o início dos tempos.

 

 

 

“Então, rede social é uma expressão utilizada para verificar o grau de energia, de movimento, e especificar o quanto nossa descrição é capaz de capturar disso. Trata-se de um conceito, não algo lá fora. É uma ferramenta para ajudar a descrever algo, não o que está sendo descrito. (…) uma rede social não é o que está representado no texto, mas quais leituras do texto podemos tirar do revezamento dos atores como mediadores destas ações.” (LATOUR, 2007:131).

 

 

Desse modo, diante dos avanços tecnológico, o aspecto mais importante a ser considerado é que, seja on ou off-line, atualmente precisamos compreender o complexo aspecto humano das redes, ou seja, mais que sistemas,redes são pessoas que anseiam por conversar, se apresentar, compartilhar conhecimentos tácitos, pensamentos críticos, conhecimentos científicos.

 

 

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Poder e Valor

Fevereiro 3, 2008 · No Comments

“When copies are super abundant, stuff which can’t be copied
becomes sacare and valuable.”
 

from Kevin Kelley’s blog Technium

Na afirmação, publicada no Technium em 03/02/2008, o autor lança a questão da abundância das cópias ou do fato de que tudo pode ser copiado e colocado em circulação em uma sociedade e economia nas quais os atores estão ‘linkados’ 24 horas por dia.  

Ao tratar desse tema, o autor aborda, ainda que indiretamente, as questões do poder e do valor, tratando não apenas da possibilidade da matéria e dos acontecimentos se transformarem em informação e circularem, mas também dos configuração do atores e suas ações sociais na rede.

Somos os canais e as portas através dos quais os conteúdos circulam sem restrição. Permanecem conosco apenas aqueles que nos interessam. Não obstante, temos prazer em transformar a natureza e os eventos em informação, fazendo-os circular. Fazemos isso apenas por prazer: ou para nos comunicar, chamar a atenção de outros atores, brincar. No fim, as relações sociais formam ‘clusters’ de interesse ao redor de tags existentes e criamos outras tags para fazer circular a informação que nos interessa, se for o caso.

Mas onde está o valor? Não na cópia, nem mesmo na informação em si, mas o valor está na relação que se estabelece entre os atores, na comunicação e na brincadeira. É por meio da relação que geramos valor numa economia em rede.

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Analisando os Discursos Hibridos da Contemporaneidade

Novembro 29, 2007 · No Comments

Em busca de novas formas de escrita para ambientes hibridos, nos quais as formas artisticas da contemporaneidade sao divulgadas, a primeira atitude e sempre atentar para as formas que definem o contexto, formatos, e nas possibilidades de redirecionamento do texto.

Nao se trata apenas de apresentar uma construcao textual multipla,interativa,linkada, cuja apresentacao envolva varias formas artisticas, mas da complexidade do processo discursivo que e construido pelo artista.

Para qualquer ato enunciativo que se proponha fazer, o artista e o leitor assumem uma virtualidade de enunciador e enunciatario. Esses campos estao relacionados para alem da expressao de autoria ou da subjetividade do artista se manifestando em sua obra. Estao relacionados a identificacao de um ethos do enunciador.

” Portanto, a analise do ethos enunciador, nada tem de psicologismo que, muitas vezes, pretende infiltrar-se nos estudos discursivos. Trata-se de apreender um sujeito construido pelo discurso e nao uma subjetividade ue seria a fonte de onde emanaria o enunciado, de um psiquismo responsavel pelo discurso. O ethos e uma imagem do autor, nao e o autor real, e um autor discursivo, um autor implicito.” (Fiorin,2004:117).

Essa e uma postura um tanto polemica adotada pela analise do discurso em relacao a construcao do enunciado, especificamente sobre a literatura. Ha um limite nebuloso entre autor e enunciador local onde historias de vida e psicologismos podem preencher espacos, pois quem sabera, nesse limbo, o quanto o ethos apresentado em nossa arte nao se constitui parte de nos mesmos.

Livro:
FIORIN, Jose Luiz.O ethos do enunciador. in: CORTINA, A. (Org.) ; MARCHEZAN, Renata Coelho (Org.) . Razões e sensibilidades: a semiótica em foco. 250. ed. Araraquara: Laboratório Editorial FCL/UNESP, 2004. v. 1.

A Generosidade dos Links:

Jose Luiz Fiorin

Arnaldo Cortina

Renata Coelho Marchezan

Fuksas

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Distracao e Recolhimento: a criacao coletiva

Novembro 27, 2007 · No Comments

“Afirma-se que as massas procuram na obra de arte distracao, enquanto o conhecedor a aborda com recolhimento. (…) quem se recolhe diante de uma obra de arte mergulha dentro dela e nela se dissolve (…)”

Walter Benjamin (1936) em seu texto ‘A obra de arte na era da sua reprodutibilidade tecnica’ versa dialeticamente sobre os varios aspectos pelos quais a tecnologia modificou a concepcao de arte e de criacao artistica, incluindo a perspectiva de criacao coletiva no cinema e na fotografia.

Mas um aparte singular desse texto tao ‘antigo’ me chamou a atencao, quando o autor trata da relacao entre diversao e recolhimento.

(…)” a massa distraida, pelo contrario, faz a obra de arte mergulhar em si, envolve-a com o ritmo de suas vagas, absorve-a em seu fluxo. O exemplo mais evidente e a arquitetura. Desde o inicio, a arquitetura foi o prototipo de uma obra de arte cuja recepcao se da coletivamente, segundo o criterio da dispersao.” (BENJAMIN, 1994:192-193).

Engana-se quem, ao ler esse trecho do artigo de Benjamin, destile, a primeira vista, um juizo de valor para uma postura que se deve ter diante da obra de arte. Como se a atitude de recolhimento nos desse mais prestigio que a de distracao. Ou que fosse a mais correta.

Ao contrario, eh na perspectiva de distracao, do coletivo das massas, que Benjamin ira colocar a atuacao mais prestigiosa da obra da arte, sendo essa forma de prestigio uma novidade da modernidade. Eh na variedade e na distracao que encontramos formas de comportamento social.

Entretanto, proposta dialetica, em qualquer campo do conhecimento, transformou-se em algo restrito para fazer parte da construcao de um olhar sobre o que se que se nos apresente como interessante.

Nobreza x burguesia, recolhimento x distracao. Esse yin e yang estao sujeitos a interferencias do caos. Construir divagacoes atraves de uma triade seria um bom inicio de conversa.

Hoje, questoes dialeticas nao dao conta da diversidade, a respeito do assunto eh sintomatico o processo de criacao artistica atraves de formas hibridas de expressao (danca + teatro + instalacoes + conversa com o autor).

E atraves da convergencia de multiplos meios e tecnicas que emerge a forma de distracao em galerias e espacos culturais. Uma forma que necessita englobar varias para transtornar inspiracao e atencao.

Fonte da citacao: BENJAMIN, Walter. (1994) Magia, tecnica, arte e politica. Trad. Sergio Paulo Rouanet. 7a ed. Sao Paulo: Brasiliense.

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