Relatório Segundo Seminário sobre Informação na Internet – IBICT

Relatório de Atividades 2008 – Conexões Científicas

2° Seminário sobre Informação na Internet

Data deste relatório: 31/jul./2008

Atividade: Resumo participação em Congresso/Seminário

Ano: 2008.

Aluna: Cacau Freire

Congresso: 2° Seminário sobre Informação na Internet – IBICT

Local: Brasília/DF

Descrição: o 2° Seminário sobre Informação na Internet aconteceu em Brasília/DF no período de 27 a 30 de julho de 2008 e foi promovido pelo IBCT – Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia.

Público-alvo: profissionais da Ciência da Informação, professores e estudantes de diversas universidades do país, pessoas interessadas no assunto: informação na Internet .

Resumo: De modo geral, o seminário se concentrou em apresentar ferramentas de indexação de material na internet pelos próprios usuários e a necessidade de os profissionais da informação reconhecerem que os critérios de organização da informação pela sociedade se tornaram múltiplos e vêm ganhando legitimidade, principalmente no campo acadêmico.

A maioria dos palestrantes deu prioridade em ressaltar todo o processo de uso da informação no usuário, ou seja, o caminho para o futuro dos profissionais de Ciência da Informação é respeitar e envolver o usuário num processo colaborativo de gestão da informação seja em bibliotecas ou em instituições nas quais trabalham.

Abertura: Palestra Magna Prof. Dra. Brasilina Passarelli.

A Prof. Brasilina iniciou sua palestra a partir do histórico de pessoas que pensaram em novas formas de disponibilizar e compartilhar a informação, tentativas de controle, sonhos, de Paul Outlet até a invenção da Internet por Tim-Berners-Lee. Tratou também das implicações do conceito de autor na sociedade em rede, da cultura digital e suas implicações por meio das novas ferramentas sociais que permitem aos usuários classificar e lidar com conteúdos de maneira mais autônoma, apontando pontos que foram discutidos posteriormente durante as palestras pelos profissionais da Ciência da Informação.

1° Dia: 28 de julho de 2008 – segunda-feira. (Painéis 1 a 4)

Painel 1 – Web 2.0 Mitos e limites.

– Carlos Neponuceno: analisou os sistemas de conhecimento do ponto de vista da evolução. Todo sistema novo já “esta no meio de nós” de maneira embrionária. Precisamos prestar atenção às coisas betas sempre, pois elas indicam as tendências. Apresentou um histórico das plataformas do conhecimento, consecutivamente: oral, escrita, impressa, de massa, digital, rede, rede colaborativa. Palavra, escrita, livro impresso/jornais, televisão, computador, internet, ferramentas colaborativas. Falou mais sobre estrutura, observou sistemas de conhecimento, plataformas, como um fator da evolução da sociedade. Internet 2.0 já aconteceu = massificação da internet, hegemonia. Rede: faz parte de um processo evolutivo. Início: 1995 – Internet comercial no Brasil. 2005 – Explosão de sites de relacionamento nos EUA, explosão de Banda larga no Brasil. Resultado da diminuição de custo do acesso. A web sempre foi colaborativa e sempre foi muitos para muitos. O que mudou no processo foi o usuário.

Tendências apontadas por ele:

– Conteúdo: auto-gestão informacional. Gerenciamento de conteúdo e não criação.

– Agentes inteligentes para trabalhar com o exército da colaboração, gerenciamento de comunidades. Sempre vamos ter a necessidade de robôs.

Prof. Dr. Victor Rosemberg – Universidade de Michigan – Gestão da informação Pessoal com a web 2.0 – victorr@umich.edu Apresentou uma versão acadêmica da Web. 2.0, focando em ferramentas de pesquisa. Foi um dos desenvolvedores do software ProCite (muito conhecido entre os profissionais da ciência da informação). Ressaltou a importância da gestão da informação pessoal, manejamento da informação e dos documentos de acordo com a nossa necessidade de pesquisadores, ou seja, ferramentas que permitem acrescentar notas, colaborar no documento com anotações. Falou também da importância dos: Rss feeds, google reader, citation manegment, ProCite, Zotero,( essa ferramenta vale à pena fazer o download para quem lida com pesquisa – ) e del.icio.us

Nicholas Copcopon@bellisouth.net Mundo digital – ir para onde os usuários estão. Não colocar barreiras de uso. Informar/ disseminas, publicar/comunicar, valor adicional para sua biblioteca, colaborar compartilhar, interagir, encontrar, ceder direitos para conteúdos específicos através de licenças especiais.

Painel: 2 – Divulgação Científica e contribuição da Internet para diminuir distâncias entre ciência e sociedade:

Bernardo Esteves (jornalista): Revista Ciência Hoje bernardo@cienciahoje.org.br

A questão da informação e processos de publicação, importância que os especialistas contribuam com a wiki e que não sejam contra. Comentou sobre o tempo/horário de “embargo” no lançamento de novidades, pauta de informação de impacto liberada antes para os jornalistas e fontes especializadas. Se todos na mídia publicam a mesma notícia, o resultado é a valorização da criatividade e de pautas diferenciadas, construção de identidade diante do público.

Algumas fontes interessantes de novidades de universidades americanas e laboratórios de pesquisa em todo o mundo: eurekalert! http://www.eurekalert.org/ e o alphagalileo.org http://www.alphagalileo.org/ principal portal de divulgação de pesquisas na Europa. Bernardo comentou a falta de iniciativa dos órgãos de pesquisa no Brasil de unificar a divulgação de seus resultados de pesquisa em um único lugar.

Proposta: aproximar ciência e sociedade no Brasil. Criar um portal de informação científica responsável por publicar notícias oriundas de campos de ciência no Brasil e mecanismos para garantir a qualidade da informação

Prof. Dra. Lena Vânia IBCit/Canal Ciência.

Comunicação Científica: disseminação e uso da informação. Socialização do Conhecimento. (Ex. projeto SACI). Falou sobre a necessidade de encurtamento de distância entre ciência e sociedade e da dependência do conjunto de ações sociais, organização de grupos e instituições. Ressaltou o aspecto/função política da divulgação científica. Conhecimento, mobilização social. Interesse de todos. Democratização: conhecimento científico para o povo. Falou de apropriação social das tecnologias através de um conj. de ações públicas. Desterritorialização e Não-presença. Referências: Webology, Alireza Noruzi, v. 5, n. 1 Defendeu: Liberté, Egalité, Interneté: acessibilidade ampla, irrestrita ao conteúdo digital.

Prof. Dra. Palmira Mariconi Valério – FINEP

A professora realizou uma pesquisa com os periódicos on-line no Brasil analisando as seguintes questões: Convergência entre públicos especializados e não especializados? Nova audiência para a ciência? Periódicos científicos se adaptam às novas tecnologias? Movimento de código aberto, bancos de dados abertos. Públicos da comunicação de ciência. Citou autores: Lévy, Brian Vickery (fluxo e ciclo informação), visibilidade (Wayts Gibbs), Meadows (publicação), Peter Boyce (editor/1995). Conclusão: interesse do público em geral por ciência não corresponde à intenção dos editores em disponibilizar novas ferramentas de interação. Os editores também não se preocupam com permitir um aumento de submissões de artigos, seguindo a mesma linha do papel.

Painel 3 – Preservando a Fronteira Digital

Carlos Augusto da Silva Ditadi – Arquivo Nacional. editadi@arquivonacional.gov.br Falou sobre a importância de se preservar para garantir o acesso. Problemas como: obsolescência dos arquivos digitais, error 404, sobre o preço que se paga pelo lixo eletrônico, e a necessidade de infra-estrutura para a composição de arquivos digitais. Os documentos digitais são complexos e necessitam de uma interação entre camadas para serem arquivados: documento original, software, plataforma, hardware, etc. Dificuldade do arquivo nacional em preservar documentos digitais tendo em vista que cada órgão tem o seu padrão de arquivamento próprio. Referência: CONWAY, Paul. Preservation in the digital world. March 1996. Disponível em:

http://www.clir.org/pubs/reports/conway2/>

Elizabeth Carvalho – IFLA – falou sobre o Manifesto e Diretrizes da UNESCO/IFLA para a Internet e sobre o FAIFE – liberdade de acesso e expressão, liberdade intelectual/democracia/ no conceito de bibliotecário. Ressaltou que o cientista da informação muitas vezes não sabe trabalhar com o usuário de maneira a torná-lo um divulgador da biblioteca em que é usuário, de maneira positiva. Defendeu os usuários da biblioteca e criticou o uso de filtros sejam eles quais forem. Deu como exemplo o caso do FBI que foi até as bibliotecas americanas exigindo dados dos usuários e da informação acessada por eles, tendo em vista que foi comprovada a atuação de terroristas através de uso dos terminais de computadores disponíveis nas bibliotecas. A associação dos bibliotecários dos EUA, diante dessa solicitação, se mobilizou, posicionando-se em defesa dos usuários, fornecendo apenas dados das informações acessadas e não liberando o registro das pessoas que as acessaram. Segundo Elizabeth essa é uma postura recomendável para todos os bibliotecários: a defesa do usuário.

Miguel Arellano – mexicano – IBICT – falou sobre a preservação dos repositórios digitais, expectativas de vida para objetos digitais e a necessidade de proliferação das cópias, sempre em diversos formatos. Falou sobre cemitérios digitais, uma iniciativa do governo americano e relacionou fracassos econômicos e fracassos organizacionais como responsáveis por grande parte da perda da informação digital. O melhor formato para se preservar é o XML. Tratou de ferramentas como FEDORA, Handless, Greenstone, da dificuldade de se preservar websites governamentais e da questão latente do lixo eletrônico. A tendência nas universidades em se implementar bacharelados em áreas interdisciplinares.

Painel 4 – Gerenciando Conteúdos na Web

Lúcia Shelton – OCLC – apresentou resultados de pesquisas com usuários de websites sociais e bibliotecários nos estados unidos em 2007/2008. Os dados da pesquisa e da amostra podem ser visualizados em: http://www.oclc.org/us/en/reports/sharing/default.htm Algumas informações interessantes: a maioria dos pesquisados utiliza websites sociais por que os amigos também usam e porque é divertido. 80% da amostra não tem planos de parar de utilizar esses websites. Bibliotecários utilizam mais pseudônimos que os usuários comuns. Os bibliotecários não conseguiram visualizar um papel para comunidades virtuais em seus sistemas de informação: posto que a informação é controlada e deve ser mais voltada para a educação. Lúcia apresentou propostas diferenciadas de serviço de bibliotecas, tais como: biblioteca teen da universidade de Kentucky, biblioteca do Brooklin/NY, são exemplos de bibliotecas que convidam os usuários a interagir e a participar de suas decisões.

André Ancona – CID/UNB – Universidade de Brasília E-mail: apalopez@gmail.com Título da palestra: Informação Orgânica e Reciclagem de documentos fotográficos de arquivos na web. Tratou da importância de se montar um banco de dados através da contextualização do objeto inserido e não apenas a fonte na qual ele foi encontrado. A contextualização ou histórico do objeto ajuda a identificá-lo de maneira mais precisa. Daí a importância, no momento de incluir uma tag, com as anotações ou descrição que qualificam os objetos digitais. Isso é o que André denomina por informação orgânica, ou seja, a informação que não está no documento propriamente dito mas que pode ser encontrada no seu contexto de criação ou arquivamento. Quando se fala em imagens digitais, essa descrição é ainda mais importante, pois fotos são facilmente “descoladas” de seu contexto original.

Prof. Regina Ciaconi – UFF – Título: Colaboração e criação na web social. Tratou da diminuição do poder dos conetúdistas, descentralização, software livre. Valor e link.

2° Dia – dia 29 de julho de 2008 – Terça-feira – Painéis (5 a 7)

Painel 5 – Políticas Nacionais de Conteúdos Digitais

Enzo Abbagliati Boils – chileno – Título: A Biblioteca Pública como espaço para a geração colaborativa e comunitária de conteúdo local digital – Gestão Participativa. (Essa palestra foi muito interessante). Pergunta: Deve uma biblioteca pública promover a geração de conteúdo local pela comunidade e público local? Incorporar e trabalhar com a comunidade? Citou exemplos de difusão de patrimônio cultural do Chile. Programa BiblioRedes. Atualmente as bibliotecas do Chile adquiriram recursos adicionais através de projetos apresentados pela comunidade e ainda estabeleceram parcerias interessantes inclusive com fundação bill e melinda Gates. Foram criados espaços de interação: Chat. No Chile as políticas de acesso estão implantadas nas Bibliotecas públicas que abrigam metade dos infocentros de projetos de inclusão digital do governo. 82% das pessoas que utilizam esses infocentros estão abaixo da linha de pobreza estabelecida no país. Na biblioteca, acontece a capacitação das pessoas para publicar conteúdo digital cultural na web, contando a história local. Esses conteúdos “culturais locais” alcançaram os primeiros acessos no Google. Referência: The deepenning divide Van Dijk – Identidades na Era Digital. Yochai Benkler: A riqueza das redes. Definição dos temos de produtividade. Las Nuevas redes como espacios de poder distribuído: Davi de Ugarte. Rede centralizada, rede descentralizada, rede distribuída. A criação de conteúdo local auxilia na apropriação da tecnologia social. Participação na tomada de decisões, elemento revolucionário, permite a conversação.

Jonathan Purday (inglês que mora na Holanda). Título: Conteúdo Cultural Multi-Nacional. Falou do Europeana Project: portal que dará acesso direto ao patrimônio cultural e científico de todos os países da União Européia: 27 países, diferentes culturas. Como lidar com a diversidade? Mencionou etapas do processo tais como: metodologias de digitalização e iniciativas de bibliotecas e universidades. Desde 1998, essa foi uma iniciativa política de estratégia nacional de digitalização e criação de um arquivo nacional da União Européia. Difícil convencer todos a aceitar e colaborar com o projeto. Complexidade do processo de digitalização diante da multiplicidade. Valor do projeto 60 milhões de euros. Protótipo do projeto a ser lançado em: 20 novembro de 2008. Parceria entre 100 instituições. Universidades, bibliotecas, museus, arquivos nacionais, fundações bancárias. Contribuições com expertise e coleções digitalizadas. Público-alvo: público geral de bibliotecas e museus. estudantes, professores, universitários, catedráticos, utilizadores, profissionais: arquivistas, bibliotecários. Promover espaço para que as comunidades sejam criadas ou possam emergir em torno do material disponibilizado no projeto. Dentre os motivos para a criação do projeto: 1) criar um ponto de acesso de domínio público. 2) utilizar o patrimônio cultural e científico digitalizado como entrada de dados para um leque de produtos e serviços informáticos. 3) Educação e turismo. 4) Inspirar novos empreendimentos e iniciativas criativos. 5) promover entendimento das ligações européias, e o sentido de uma identidade européia. 6) reunir material de instituições e de tipos diferentes.7) histórico do movimento da Europa.

Francisco Claudio Menezes: IBICT: Multilingüismo e Multiculturalismo no Ciberespaço. Produção de conteúdos e inclusão digital – pré-requisito: línguas. A inclusão digital não pode ser feita sem a inclusão lingüística no mundo digital. Abordou principalmente a questão das línguas e a diversidade lingüística global. De acordo com a 32ª Conferência Geral da UNESCO: recomenda-se a promoção e uso de várias línguas e o acesso universal ao ciberespaço. Outras iniciativas: Diretório de Especialistas e Instituições sobre Multilingüismo no Mundo Digital. Language Observatory Project http://www.language-observatory.org – estimativa das línguas no ciberespaço no Japão. Academia Africana de Línguas.

Aurora Cuevas – UCIII Madrid macuevas@ccinf.ucm.esp Universidade da Espanha Carlos III de Madrid/Espanha – colaboradora da UNB. Revista RICCI. Tratou de conteúdos científicos e acesso aberto aos resultados de investigação científica. Open Access. Na Europa esse movimento está tomando muita força devido aos seguintes fatores: 1) Nascimento da edição digital. 2) Aumento das assinaturas. Modelo de publicações vem mudando desde o patrocínio da European University Association (EUA), La Declaración de Barcelona em 2002. Aurora abordou o tema: onde publicar os conteúdos digitais e modelos de publicação, livre, híbrida e pagos. Mencionou revistas de acesso aberto de seu país La Biblioteca Nacional de España, Hemeroteca digital de la biblioteca nacional de Espanã, E-revist@s.Revistas electrónicas del CSIC en Acceso Abierto diferido. Portal de revistas científicas de la Universidad Complutense de Madrid. Temaria. E repositórios digitais espanhóis: E-lis (E-prints in Library and Information Science), E-Prints UPC, Revistas y Congresos UPC – Catalunia, Trabajos Académicos UPC.

Painel 6 – Informação Governamental na Internet

Prof. Maria Nélida Gonzales de Gómez – IBICT – Governo da Internet – além da responsabilidade – Pluralidade de arenas públicas. Mencionou que toda mudança na relação entre governo e sociedade afeta o que se entende por público. Referências: Sandra Braman, 2005 – panespectrum. Ao contrário do panótipo de Foucault. Tratou dos interlocutores da informação do governo: atores com papéis definidos por arcabouços jurídicos pré-estabelecidos, atores que estabelecem relações pontuais e contratuais com o governo e o estado, atores políticos ou intermediários profissionais, multidões anônimas. Ao se pensar a informação governamental na internet, é importante ver os atores sociais como cidadãos e não como consumidores ou simples usuários. (Consumidor Cidadão – Conceito de Habermans, 1987). O tratamento de informações do governo na internet deve buscar horizontalidade/ democratização. Governança corporativa: negociação do sistema com os atores sociais e se preocupando em estabelecer ações transversais e ações descentralizadas. Ampliação de uma esfera de intervenção do estado através de uma nova horizontalidade, ação em conjunto com atores sociais. Pluralifiguras de cidadania: a cidadania, cultural, científica, digital, essas são as demandas, negociações e entendimentos.

Informação Pública

– Condições de produção

– Condições de comunicação

– Condições de validade.

– Condições de preservação.

Tais condições a fazem a informação pública inseparável das ações de informação em que se constitui. Em sociedades complexas, a esfera pública forma uma estrutura intermediária que faz a mediação entre o sistema político de um lado – legitimação validação do público, enunciações. A importância de haver controvérsias. Formas de validação, formas de crítica, formas de aumentar a qualidade.

Prof. José Maria Jardim – Informação Governamental na Internet: O estado como maior produtor, consumidor, disseminador de informação. Referência: Giddens: reunião, armazenamento, controle. Mecanismos de mediação entre estado e sociedade. Referência: diretrizes e políticas para o desenvolvimento e da informação governamental. Pau Li.

One response to “Relatório Segundo Seminário sobre Informação na Internet – IBICT

  1. maristela francisco

    execelente

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