Wishing well…

A beleza do conceito de rizoma e da metáfora rizomática de Gilles Deleuze e Félix Guattarri, traduzidos e publicados no Brasil em 1980, está em suas linhas de fuga, na heterogeneidade, na multiplicidade e em possibilidade de conexões.

” Um rizoma não começa nem conclui, ele se encontra sempre no meio, entre as coisas, inter-ser, intermezzo. A árvore é filiação, mas o rizoma é aliança, unicamente aliança. A árvore impõe o verbo “ser”, mas o rizoma tem como tecido a conjunção ‘e…e…e…’ ” [página 37].

“Todas as multiplicidades são planas, uma vez que elas preenchem, ocupam todas as suas dimensões: falar-se-á então de um plano de consistência das multiplicidades, se bem que este “plano” seja de dimensões crescentes segundo o número de conexões que se estabelecem nele. As multiplicidades se definem pelo fora: pela linha abstrata, linha de fuga ou de desterritorialização segundo a qual elas mudam de natureza ao se conectarem às outras (…)” [página 17].

“A linha de fuga marca, ao mesmo tempo: a realidade de um número de dimensões finitas que a multiplicidade preenche efetivamente; a impossibilidade de toda dimensão suplementar, sem que a multiplicidade se transforme segundo esta linha; a possiblidade e a necessidade de achatar todas estas multiplicidades sobre um mesmo plano de consistência ou de exterioridade, sejam quais forem suas dimensões”. [página 17]

DELEUZE, Gilles; GATTARI, Félix. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Tradução. Aurélio Guerra Neto e Celia Pinto Costa. São Paulo: Ed. 34, 1995. v. 1. (Coleção TRANS).

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